OPV flutuante complementando geração de energia em UHES

Desafio

Quando procurou o CSEM Brasil, a Votorantim não buscava apenas melhorar o aproveitamento de seus reservatórios em hidrelétricas. O desafio maior era a complementaridade da geração de energia, ao aproveitar a incidência solar para explorar as possibilidades dos painéis solares orgânicos (OPV).

Para isso, era necessário desenvolver uma aplicação específica dos painéis orgânicos, adaptada ao ambiente úmido e que não sofreria grande impacto das intempéries do ambiente. Outro desafio era a inovação com tecnologia 100% nacional, no qual o CSEM é expoente no Brasil.

Solução

O projeto gerou uma tecnologia de filmes fotovoltaicos adaptada para ambientes úmidos de forma a complementar a geração de energia de uma UHE. Ela foi desenvolvida como uma aplicação específica para este tipo de ambiente, a fim de acoplar os painéis solares orgânicos nas estruturas flutuantes dos reservatórios de hidrelétricas.

O objetivo final seria a implantação desta usina solar flutuante como parte de uma solução integrada com o sistema elétrico das UHEs – em modo de operação complementar. Dessa forma, a usina solar despacharia sua energia pela mesma rede de transmissão da hidrelétrica, possibilitando que a produção tivesse uma taxa de vazão de defluência mínima.

Foram entregues e instalados dois protótipos na UHE. O primeiro protótipo foi instalado ao fim do primeiro ano de projeto, fruto das evoluções tecnológicas obtidas pela equipe de P&D com a tecnologia fotovoltaica orgânica.

O segundo protótipo, em substituição ao primeiro, foi instalado na UHE Barra ao final do segundo ano de projeto. Para a construção da segunda entrega, além dos avanços tecnológicos obtidos pela equipe, o CSEM Brasil trabalhou na otimização dos módulos com base em dados gerados pelo protótipo I. Ambos protótipos tiveram seus resultados de geração de energia coletados e tratados a partir de análises realizadas.

Visão de futuro

 

O arranjo complementar entre energia solar e a operação de uma hidrelétrica pode potencialmente dirimir os impactos climáticos na geração de energia em escala nacional.

O fato de o OPV ser leve, transparente e eco-friendly o coloca como a melhor alternativa econômica e ambientalmente viável para cogeração de energia em hidrelétricas.