[Artigo de opinião] Onde está o foco da sua liderança?

Por Marcos Rangel
Gerente de Desenvolvimento de Negócios no CSEM Brasil

Certa vez, escutei de um executivo que está a frente de um time com mais de 400 colaboradores, algo que me fez refletir sobre o papel do líder perante seus liderados. Segundo ele, “seus funcionários” sabem o que deve ser feito e principalmente o resultado que precisam atingir, e quando são levados a realizar, não conseguem atingir os resultados esperados pela corporação. Acredito que esta ocorrência não seja um fato isolado, possivelmente, já vivemos ou escutamos histórias como a descrita.

Será que nossos liderados realmente entendem o que é necessário fazer? Será que eles pensam que a responsabilidade é do outro? Será que é medo de mudança? Ou será que não possuem proatividade?

Quantas outras perguntas, nós líderes, faremos na expectativa de terceirizar a culpa dos resultados não atingidos de nossos times? Talvez, a resposta seja o autoquestionamento e principalmente, onde estamos colocando o nosso foco. Em outras palavras, se o foco estiver apenas no resultado final, pode ser que estejamos negligenciando o caminho percorrido e principalmente as pessoas que estão envolvidas neste processo. Fazendo isso, talvez deixemos de inspirar à busca dos resultados e passamos a cobrar demasiadamente tarefas urgentes que atingiram este status, devido à baixa eficácia do nosso papel como líder.

Para adicionar elementos e esta equação de liderança, uma frase atribuída a Aristóteles pode nos trazer algumas conexões, dizia ele: “Somos o que repetidamente fazemos.” Ou seja, uma vez que repetidamente passamos a enxergar o “mundo” com os olhos de que a “culpa” do não cumprimento das metas sejam de nossos liderados, passamos a tomar esta afirmativa como uma verdade absoluta e aos poucos, deixamos de ser líderes e passamos a ser cobradores de metas não atingidas.

Stephen R. Covey, em “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, expõe no hábito 2, a necessidade de começar com o objetivo em mente. Estou certo que esta é uma atitude extremamente relevante, a grande questão é: ter o objetivo em mente e nos dedicar efetivamente para o atingimento do mesmo, mantendo o foco no “aqui e agora”. Em outras palavras, quando o assunto é liderar, precisamos estar inteiros no momento presente e efetivamente disponíveis aos nossos liderados.

Este executivo me fez consolidar a ideia, de que se queremos ser líderes, devemos começar por nós, buscar entender nossos modelos mentais, nossos paradigmas e principalmente, aprender a observar os acontecimentos sobre óticas diferentes das que estamos acostumados a enxergar. Oliver Wendell Holmes, certa vez disse: “O que existe atrás de nós e o que existe à nossa frente são problemas menores, se comparados com o que existe dentro de nós.”

 

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