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Conheça as novas unidades EMBRAPII e suas potencialidades tecnológicas

Para vencer a barreira do alto risco em investimentos de inovação no país, existe a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).
CSEM Brasil
Postado em 25 de julho de 2017 - Atualizado em 9 de julho de 2019

Para vencer a barreira do alto risco em investimentos de inovação no país, existe a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). Ela apoia a iniciativa privada com grandes aportes financeiros no desenvolvimento de projetos tecnológicos. Para ter acesso a esse incentivo, as empresas precisam desenvolvê-los com as unidades de pesquisa credenciadas à EMBRAPII, hoje presentes em todas as regiões do Brasil.

No Brasil, é comum que os projetos de inovação – em centros de pesquisa universitários, por exemplo – venham do interesse ou da trajetória individual dos pesquisadores, ao invés de se orientarem por tendências mercadológicas. Pensando nisso, o objetivo da EMBRAPII é implantar um planejamento “Top-Down” no credenciamento de instituições parceiras. Dessa forma, a instituição guia o desenvolvimento tecnológico, prezando pelo fortalecimento da capacidade de inovação brasileira.

 

Como funciona

A associação foi qualificada como Organização Social pelo Poder Público Federal em 2013, e é gerida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação (MEC).

O financiamento da instituição obedece a seguinte regra geral: a EMBRAPII pode investir até 1/3 das despesas das Unidades com projetos de PD&I com empresas, enquanto o restante é dividido entre a empresa parceira e a Unidade. Ao compartilhar riscos de projetos com as empresas (por meio da divisão dos custos do projeto), estimula-se o setor industrial a inovar mais e com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas tanto no mercado interno como no mercado internacional.

 

Centros de pesquisa pioneiros

No último mês, a EMBRAPII anunciou o resultado final do mais recente edital para escolha dessas unidades. O valor total do plano de ação das selecionadas é de R$ 177 milhões, sendo R$ 58,8 milhões disponibilizados pela instituição.

A chamada priorizou sete centros tecnológicos que atuam em áreas de competência inéditas e com alta demanda no mercado.

As unidades foram avaliadas a partir de seu plano de ação, ao elencar oportunidades e resolução de problemas – de alto potencial mercadológico – através da tecnologia. Cada centro de pesquisa está focado em uma área, conhecendo o setor, suas tendências, as empresas neste ecossistema e os projetos desenvolvidos por elas. Além disso, a forma de cooperação com estas empresas de forma que consiga inovar dentro dos gaps que elas têm.

 

Conheça um pouco mais de cada uma:

 

  • CSEM Brasil, de Minas Gerais: Eletrônica Impressa

A Eletrônica Impressa vem revolucionando o mercado de componentes eletrônicos, pois suas as possibilidades são inúmeras, além de características relacionadas a aplicabilidade, escalabilidade e potencial de baixo custo. O CSEM Brasil é especialista em técnicas de impressão de circuitos eletrônicos em escala micro e nanométrica, capaz de desenvolver projetos nas áreas de eletrônica orgânica, circuitos eletrônicos flexíveis, microssistemas cerâmicos, baterias e supercapacitores impressos, dentre muitos outras.

 

A EMBRAPII destaca as seguintes possibilidades:

  • Armazenamento de energia
  • Energia Solar
  • Sensores e microssistemas

 

  • Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP): Biofotônica e Instrumentação

Ligada ao desenvolvimento de equipamentos médicos para tratamento por meio de luzes e micro-ondas terapêuticas.

A área é de grande relevância industrial. Usando óptica como elemento básico, a IFSC é capaz de desenvolver, desde focos cirúrgicos inteligentes, sistema para tratamento de câncer, sistema de diagnóstico por fluorescência óptica, até bisturis ultrassônicos, controle microbiológico, dentre outros.

 

  • Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), de Piracicaba: Biocontroladores e Processos Biotecnológicos

A ESALQ-USP atua no desenvolvimento de produtos, processos e programas de controle de pragas. Foi pioneira no desenvolvimento de produtos de controle biológico, tendo desenvolvido os três primeiros biopesticidas à base de fungos entomopatogênicos registrados no país para o controle de pragas. Veja suas potencialidades tecnológicas:

  • Biopesticidas à base de microrganismos, parasitoides e predadores
  • Biotecnologia no manejo sustentável de pragas
  • Feromônios, produtos naturais de plantas inseticidas, atraentes e repelentes
  • Programas de manejo de pragas e de manejo da resistência de pragas a inseticidas/acaricidas/plantas geneticamente modificadas

 

  • Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP: Química Verde

A Unidade EMBRAPII – Materiais para Construção Ecoeficiente desenvolve materiais e componentes inovadores, voltados ao mercado da construção, criando soluções que aumentam a ecoeficiência e a produtividade das indústrias. Atuam nas seguintes linhas de atuação:

  • Materiais cimentícios
  • Materiais granulares
  • Componentes e sistemas construtivos

 

  • Centro de Química Medicinal de Inovação Aberta (CQMED) da Unicamp: Biofármacos e Fármacos.

A Unidade EMBRAPII CQMED utiliza a plataforma “do gene ao probe” que envolve biologia molecular, biologia celular, biologia estrutural e química medicinal para identificar novos alvos terapêuticos e desenvolver potentes inibidores para esses alvos. Seu foco são doenças oncológicas, inflamatórias, neurodegenerativas e infecciosas.

 

  • Instituto SENAI de Inovação, de Joinville: Manufatura a Laser.

O Instituto SENAI de Inovação em Laser é o único da América Latina dedicado à pesquisa e desenvolvimento de produtos e soluções com essa tecnologia. Trabalhando com o desenvolvimento e otimização de sistemas de manufatura por remoção e adição de material, atuam nas áreas de micro e macro fabricação, consultoria em processos produtivos e adequação de equipamentos de acordo com normas técnicas reguladoras.

 

  • Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), de Manaus: Manufatura Avançada.

O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) está credenciado na área de Sistemas para Automação da Manufatura, com duas sublinhas de pesquisa: Software para Automação da Manufatura e Dispositivos e Equipamentos para Automação da Manufatura. Seu foco é a racionalização dos processos industriais para tornar as fábricas mais eficientes e produtivas. Algumas soluções neste segmento são as seguintes:

  • Gestão Inteligente de Materiais
  • Verificação e Recomendação Inteligente de Configuração e Ajuste de Máquinas e Sistemas
  • Reabastecimento de Insumos de Forma Automática

 

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