CSEM Brasil e Energisa uma parceria de sucesso

A Energisa é uma das empresas que mantém uma parceria bem sucedida de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com o CSEM Brasil. Atualmente, são desenvolvidos dois projetos de inovação, com a busca de soluções para o monitoramento de transformadores de rede de distribuição e a adesivação de painéis fotovoltaicos.

O primeiro projeto trata de sistemas (integrando hardware e software) capazes de monitorar a saúde operacional dos transformadores de distribuição, de modo a identificar as falhas em estágio ainda incipiente, indicando as causas e estimando o tempo de vida útil residual.

Já o segundo, possibilita a conversão de energia solar em energia elétrica, por meio da adesivação de vidros com painéis fotovoltaicos.

Neste artigo, explicaremos melhor o trabalho das duas instituições, como se dá essa parceria e como funcionam essas soluções. Continue a leitura para entender mais sobre o assunto e por quais motivos é necessário investir em P&D!

Conheça a Energisa

Energisa

A Energisa faz parte de um dos principais grupos privados que fornecem energia no Brasil. Está no mercado há 114 anos e oferece serviços integrados que incluem geração, transmissão e distribuição de energia.

Atualmente, a instituição considera que a inovação é o caminho para que se consiga aumentar a competitividade no mercado. Por isso, destina parte da receita líquida em investimentos de projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Com isso, aposta sempre em novas tendências para superar os desafios do mercado de energia e em ideias diferenciadas para aperfeiçoar os processos e a gestão organizacional.

A parceria CSEM Brasil e Energisa

A parceria surgiu pela busca de soluções inovadoras que contassem com um alto potencial de aplicação no mercado e de abertura de novos negócios.

Em um dos projetos, o objetivo é encontrar uma solução que auxilie no monitoramento da saúde operacional dos transformadores de transmissão. Ele é focado em atender a uma demanda importante do setor elétrico — e que ainda não dispõe de nenhuma inovação nesse sentido sendo desenvolvida no Brasil e no mundo.

Nesse caso, a tendência de digitalização da rede de distribuição é alinhada com a gestão de ativos. A partir disso, o CSEM Brasil está desenvolvendo sensores inteligentes de baixo custo, auto-alimentados e com comunicação de longo alcance.

Como um grupo que acompanha constantemente as mudanças que ocorrem no setor elétrico, a Energisa também identificou a tendência em geração distribuída — que está em ritmo crescente no mundo todo. Foi com base nesse cenário que surgiu o projeto de adesivação de painéis fotovoltaicos em fachadas de vidro, que ajuda a converter energia solar em energia elétrica.

Nos tópicos a seguir, explicamos os projetos com mais detalhes.

OPV Adesivado

A tecnologia do OPV (Filmes Fotovoltaicos Orgânicos) adesivado permite a captação de energia solar e a geração de energia elétrica com mais eficiência. Ele é formado a partir de camadas de substrato orgânico e desenvolvido por meio da eletrônica impressa.

O OPV adesivado proporciona a geração de energia limpa em centros urbanos. Um dos grandes benefícios é que essa tecnologia pode ser aplicada a espaços subutilizados, como é o caso da fachada de vidro, projeto feito em parceria com a Energisa.

Nesse contexto, a ideia consistia em conseguir desenvolver uma solução que fosse facilmente adaptável as superfícies já existentes. Foi assim que começou todo o trabalho de criação e, a partir dele, surgiu o conceito do projeto de OPV adesivado a vidro.

O objetivo geral da solução era desenvolver fachadas fotovoltaicas, geradoras de energia elétrica, alinhadas ao conceito de geração distribuída e de edificações sustentáveis sem que fosse necessário trocar os vidros já existentes na estrutura — ou seja, todo o trabalho de P&D foi focado em criar uma solução que pudesse ser implementada sem que houvesse elevação dos custos e do orçamento do parceiro.

Entre os benefícios dessa solução, podemos citar:

  • flexível, semitransparente, leve, baixo custo de produção, baixa pegada de carbono, reciclável;
  • adequado para utilização em fachadas de vidro;
  • facilidade de instalação;
  • não exige a troca dos vidros já existentes na fachada.

Após a instalação, o grau de satisfação com a solução foi alto, afinal, as fachadas fotovoltaicas trouxeram uma estética agradável e moderna, mais conforto térmico e ainda proporcionam a geração de energia verde e limpa.

Além do mais, por ser um produto desenvolvido para projeto de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Energisa, há a possibilidade futura da comercialização e ampliação desse tipo de aplicação para outros locais. Isso significa a criação de mais uma fonte de receita com o foco na geração distribuída.

Monitoramento de transformadores

Tratam-se de sistemas de monitoramentos remotos muito eficazes, que capturam dados desses ativos e os transformam em informações para auxiliar o trabalho estratégico da concessionária. Dessa forma, consegue-se melhorar a produtividade e alcançar maior eficiência operacional.

Esses dados são coletados e estruturados, facilitando a programação dos reparos necessários e aperfeiçoando o planejamento dos investimentos que devem ser feitos. Tudo isso com mais eficácia e de forma totalmente alinhada às estratégias da organização.

Nessa proposta, também está o desenvolvimento de uma solução voltada para a criação de sensores inteligentes. Assim, obtém-se equipamentos pequenos, de baixo custo e que podem ser instalados nos transformadores que serão monitorados.

Esses sensores são chamados de microssistemas cerâmicos, um conjunto de tecnologias, processos e instalações voltados para a produção de dispositivos compactos e de alta precisão. Nele, estão agregados, em um mesmo substrato, componentes eletrônicos, elétricos, fluídos e óticos, como é o caso do Low Temperature Co-fired Ceramics (LTCC).

O LTCC é uma tecnologia cerâmica recomendada para dispositivos de alta pressão que resistem a ambientes hostis e se adapta a eles, graças à sua inércia térmica, química e estrutural. Por meio dele, setores como o automotivo, o aeroespacial, a siderurgia, a mineração, de comunicações, de defesa e da saúde alcançam um novo patamar de competitividade no mercado.

No caso do monitoramento dos transformadores, esses dispositivos contribuem para esse acompanhamento do desempenho e esses sensores são ideais para esse tipo de trabalho, já que suportam condições severas no ambiente (como variações de temperatura).

Esses sensores fazem a captura dos dados e ajudam a minimizar os desafios enfrentados pelo setor elétrico — como a necessidade de visualizar as condições de operação de maneira mais ágil e assertiva.

Esse trabalho está totalmente alinhado ao sensoriamento. Por meio dele — e com o uso de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (AI) —, consegue-se manter a integração entre os sistemas e aumentar a captura e estruturação de dados, de forma totalmente remota.

Vale destacar que esse projeto ainda está em andamento. Porém, os resultados iniciais já são bastante promissores e indicam um futuro favorável para o setor elétrico.

Impactos e resultados

De modo geral, essas inovações auxiliam as equipes técnicas e operacionais — além do time de planejamento — a acompanharem de perto o desempenho dos transformadores. Assim, a rotina passa a funcionar de maneira semelhante a uma manutenção preditiva: os dados são acompanhados e indicam situações em que possivelmente será necessário fazer uma intervenção.

A partir daí, aumenta-se a previsibilidade da realização dos reparos, tornando o planejamento mais acertado. Como consequência, observa-se uma redução considerável no custo de realização de manutenções não programadas.

Além disso, as informações coletadas nesses ativos também podem ser utilizadas para promover novos estudos técnicos, além da realização de investimentos que estejam voltados para diminuir os riscos operacionais e aprimorar os indicadores ligados à qualidade dos serviços.

Por meio desse sensoriamento inteligente, consegue-se estabelecer uma comunicação remota e de longo alcance — facilitando a coleta e a análise dos dados gerados pelos transformadores em atividade.

Os diferenciais do CSEM Brasil

Somos um Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) que busca proporcionar vantagem competitiva para as empresas, sendo uma instituição de tradição no Brasil no que diz respeito à pesquisa aplicável. Contamos com pesquisadores e doutores altamente qualificados em diversas áreas.

Atualmente, temos parcerias com universidades nacionais e internacionais e, devido a isso, contamos com uma rede que facilita a busca pelo conhecimento e a criação de bases sólidas para que os projetos sempre sejam iniciados a partir de um conhecimento existente.

Isso contribui para que os riscos sejam diminuídos, minimizando as ameaças aos resultados que não são esperados pelos clientes.

Além disso, somos o único centro de P&D no Brasil que consegue oferecer uma solução tão direcionada como as que foram pensadas para esses projetos. O CSEM Brasil dispõe do único laboratório de microssistemas cerâmicos da América Latina com expertise em sensoriamento já consolidada no mercado e possui pesquisas e aplicações avançadas de módulos fotovoltaicos impressos, o que possibilita estarmos à frente no que diz respeito a terceira geração de tecnologia para produção de energia solar.

Como você pode ver, a parceria entre CSEM Brasil e Energisa é vantajosa para ambas as instituições.

Além dos resultados, que já são tangíveis, ela ainda cria a perspectiva da geração de novos negócios, comercializando o OPV adesivado em vidro e aumentando as fontes de receita. Isso sem contar no sensoriamento dos ativos que a organização possui, que permite fazer o acompanhamento remoto do desempenho dos equipamentos.

Gostou de saber mais sobre essa parceria de sucesso? Quer conhecer mais de perto o trabalho de pesquisa e desenvolvimento do CSEM Brasil e levar mais inovação para a sua empresa? Então, entre em contato conosco e tire todas as suas dúvidas agora mesmo!

CSEM Brasil

Um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento que sonha mudar o mundo através da inovação.

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