Nova geração de energia solar traz inovação para escolas

Tecnologia é aposta para green buildings cada vez mais sustentáveis

por Felippe Nogueira Simões, Novos Negócios

 

A sustentabilidade, como diz nosso CEO Tiago Alves, é a próxima onda da inovação. Seja sustentável na produção de bens, estilo de vida ou construção de prédios. A tendência traz geração e integração de energia limpa às edificações, além de inovar com tetos verdes e reutilização de água nos prédios.

Alguns exemplos são a nova sede da TOTVS, em São Paulo, uma fábrica da Coca Cola no Paraná e grandes lojas da Leroy Merlin pela América Latina. Um grande potencial também se encontra nas escolas sustentáveis, como as estaduais paulistas Bairro Luz e Ilha da Juventude.

Os green buildings, ou prédios verdes, já representam 10% do PIB Nacional da Construção do país. Além disso, colocam o Brasil no top 4 de projetos certificados no LEED, selo sustentável de maior reconhecimento do mundo.

O LEED, concedido em mais de 168 países pelo Green Building Council, possui inclusive uma modalidade específica para o ambiente escolar. É o LEED for Schools, que pode ser consultado aqui. Outra certificação bastante respeitada nos projetos brasileiros é o Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), elaborado pela USP com base no modelo francês HQE (Haute Qualité Environnemetale) e implantada no país pela Fundação Vanzolini.

Essas certificações levam em conta requisitos que vão desde o manejo sustentável dos canteiros de obra à geração e utilização consciente de energia elétrica pelo edifício. Também é considerada a escolha do terreno, a proximidade de serviços básicos – que vão evitar o uso de automóveis – e a preservação de áreas naturais.

No caso das escolas sustentáveis, é necessário pensar na otimização de aspectos particulares à rotina escolar. Na Escola Estadual Ilha da Juventude, vista ao lado, as salas de aula contam com uma instalação elétrica que permite apagar as luzes próximas às janelas, aproveitando a luz solar, e mantendo as mais afastadas acesas. Para assegurar um baixo custo operacional, esse controle não é feito por meio de interruptores dentro das salas, mas centralizado no quadro geral da escola.

Em ambas as estaduais de São Paulo, evitou-se a instalação de ar condicionado por meio de grandes janelas protegidas por brises de telas metálicas. O brise foi a solução adotada pelo projeto para contribuir para o conforto térmico dos alunos. No caso da cobertura, a eficiência térmica foi encontrada com o uso de telha metálica do tipo sanduíche, com poliuretano interno.

Outra preocupação durante a construção das escolas foi conciliar a redução do consumo de com uma acústica que favorecesse o ambiente escolar. A quadra esportiva foi instalada no último pavimento, com salas de aula ao lado e no pavimento imediatamente sob ela. Para assegurar o conforto acústico, foi feito um tratamento acústico das salas próximas e da cobertura.

Essas quadras representam um potencial ainda pouco explorado, como comenta Rodrigo Vilaça, diretor técnico do CSEM Brasil. A grande área dos telhados, assim como acontece em fachadas de arranha céus como o da TOTVS, podem ser também fonte de energia para o edifício.

“Os ginásios poliesportivos, grandes espaços normalmente cobertos por estruturas leves, não suportam o peso das placas de silício. Como essas instalações fotovoltaicas tradicionais chegam a pesar 15 kg/m², acabam subaproveitadas no quesito geração de energia”, diz Rodrigo. “No entanto, a nova geração de energia solar vem para quebrar esse paradigma.”

Os painéis fotovoltaicos orgânicos, chamados de OPV, Organic Photovoltaic, são a aposta para green buildings do futuro. O OPV é leve, flexível, reciclável e possui a menor pegada de carbono existente. Graças a essas características, ao cobrir toda a estrutura de um ginásio, por exemplo, seríamos capazes de gerar cerca de metade da energia utilizada pela escola.

A tecnologia vem sendo desenvolvida pelo CSEM Brasil há mais de dez anos. Ela é considerada a mais indicada para integração urbana, por não perder eficiência energética ao ser inclinada em diferentes ângulos. O OPV é fino e transparente, o que traz diversas possibilidades de design. Seu peso, contrastando com os 15kg por metro quadrado dos painéis de silício, é de 400g/m². O material ainda confere conforto térmico, com o bloqueio de raios UV e infravermelhos.

“Imagine uma criança estudando em uma escola que gera energia com uma solução tecnológica de ponta, 100% brasileira. Mais do que isso, a tecnologia mais sustentável dentre as fotovoltaicas. O valor criado também é repassado para as futuras gerações, rodeadas por inovação e sustentabilidade desde cedo, em um ambiente tão importante quanto a escola”, conclui Rodrigo.

 

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CSEM Brasil

Um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento que sonha mudar o mundo através da inovação.

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