Pesquisadores do CSEM Brasil quebram recorde de eficiência do OPV

Nosso centro de pesquisa alcançou nível de eficiência acima de 11% e quebrou recorde interno

 

Nosso centro de pesquisa e inovação sem fins lucrativos, que hoje é referência mundial em nanotecnologia, acaba de registrar em seu laboratório valores de eficiência de conversão de energia perto de 9% em substrato flexível e ultrapassa os 11% em vidro com células solares orgânicas do tipo “single junction” e baseadas em um sistema de molécula não fulereno.

 

Nossos painéis solares de terceira geração compostos por materiais orgânicos, chamados OPV (Organic Photovoltaics) estão ganhando espaço pelas suas características disruptivas como transparência e flexibilidade. Dentre suas diversas aplicações, estão a geração distribuída e a integração ao mobiliário urbano. Por se tratar de uma tecnologia jovem e em constante desenvolvimento, o CSEM Brasil está sempre buscando novos polímeros e outros materiais que podem representar um aumento na performance e eficiência em geração de energia do OPV.

 

O impacto

 

“A eficiência de uma célula solar refere-se ao quanto de energia, na forma de luz, pode ser convertida em eletricidade”, explica a Supervisora de processos e pesquisadora de Desenvolvimento em Eletrônica Orgânica do CSEM, Luiza Corrêa. “A eficiência de 11.28% em substrato de vidro e 8.72% em substrato flexível representa um recorde interno no CSEM Brasil. Estamos próximos do que é atingido na comunidade acadêmica internacional, com a diferença de utilizar a técnica de “blade coating” e de trabalhar, em geral, com áreas ativas maiores do que as comumente reportadas nos artigos científicos”, explica a pesquisadora. Os dispositivos foram fabricados em atmosfera comum, não inerte, além de usar a técnica de deposição de filmes finos denominada “blade coating”. Este método se trata de uma tecnologia muito simples em que a cinética de secagem e a morfologia dos filmes produzidos são comparáveis aos da técnica rolo-a-rolo, utilizada na produção comercial de painéis, demonstrando a escalabilidade dos resultados.

 

“Com o design de novas moléculas do tipo não fulereno, é possível aumentar cada vez mais a eficiência do OPV”, afirma Luiza. “O OPV tem diversas vantagens como leveza, transparência e potencial de baixo custo. Combinando todas essas vantagens a um aumento de eficiência dos painéis de OPV, é possível pensar uma democratização da energia solar, além de uma maior participação na matriz energética do país”.

 

Os avanços na tecnologia do OPV comprovam os investimentos feitos pelo CSEM Brasil ao longo dos anos e estão diretamente alinhados com a tendência de descarbonização que diversos países estão adotando, inclusive o Brasil. Por esse motivo, as conquistas obtidas no campo de  energias renováveis trazem benefícios de relevância mundial para o futuro da geração de energia.

CSEM Brasil

Um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento que sonha mudar o mundo através da inovação.

LEIA TAMBÉM