IoT muito além da automação

O conceito de Internet of Things (IoT) vem se popularizando e ganhando espaço na inovação (e na mídia) brasileira. No entanto, sua própria definição ainda não está clara para grandes empresas e órgãos do ramo. É o que percebe-se no Snapshot 2017, estudo realizado pela Logicalis em julho e agosto deste ano, enquanto retrato da adoção e do potencial da Internet das Coisas no mercado brasileiro.

Desde o ano passado, o Snapshot identificou uma tendência a se relacionar a internet das coisas a aplicações para automação, aumento de eficiência e redução de custos operacionais. As pessoas entendem a tecnologia como iniciativas, dispositivos e sensores que, via internet, gerem dados a serem consumidos para gerar melhorias nos processos e nos negócios. Porém, isso poderia simplesmente descrever uma solução de automação. O potencial da IoT está justamente na ação além dessa coleta de dados.

Como aponta o especialista em desenvolvimento de negócios em IoT, Fernando Nogueira Cesar, em artigo no Linkedin: “se IoT é ‘dar às coisas uma voz digital’, qual seria a vantagem disso, se ninguém está realmente escutando o que as coisas estão dizendo?”. Segundo o executivo da Dell, é necessário transformar esses dados “brutos” em informações relevantes e valiosas.

“Para se tornar relevante a longo prazo, a IoT precisa gerar economia através da melhoria de processos, da prevenção de perdas ou acidentes, ou ser capaz de criar novos fluxos de receita e novos modelos de negócios. Além da aquisição e transporte de dados, a análise é a chave para trazer tudo isso à vida. Em outras palavras, a IoT sem Analytics não é IOT, é apenas um nome extravagante para Telemetria…”

Ou seja, o real avanço da IoT está na profundidade de análise e tratamento desses dados, que permitem aos dispositivos agirem em conexão com diversos ambientes, tomando decisões e indo muito além de uma mera automação.

É isso o que expande o potencial econômico e tecnológico da IoT: utilizando sensores, tirando informações e tendo contato com outros agentes pela internet, alinhada a softwares poderosos, agir sobre dados vindos de diferentes fontes. Daí também sua integração a conceitos de machine learning, deep learning, IA, etc – que ampliam ainda mais suas possibilidades.

“Um estudo do McKinsey Global Institute estima que o impacto de IoT na economia global será de 4% a 11% do produto interno bruto do planeta em 2025 (portanto, entre 3,9 e 11,1 trilhões de dólares). Até 40% desse potencial deve ser capturado por economias emergentes. No caso específico do Brasil, a estimativa é de 50 a 200 bilhões de dólares de impacto econômico anual em 2025”, postula o relatório do estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, feito pelo BNDES e pelo MCTI em 2017.

Algumas áreas de foco em que o Brasil pode agir, apontadas pelo Plano de Ação desse estudo do BNDES, são as seguintes:

  • Smart Cities: Melhorias em mobilidade, segurança pública, eficiência energética e saneamento.
  • Setor Rural: Uso eficiente de maquinário, segurança sanitária e uso eficiente de recursos naturais e insumos.
  • Setor de Saúde: Tratamento de doenças crônicas, eficiência de gestão, promoção e prevenção.
  • Indústria: Para estoque, bens de capital e recursos e processos.

Fique ligado em nosso blog para mais informações sobre o tema, que vamos abordar nas próximas semanas! Veja também o gráfico da Raconteur, traduzido pelo O Futuro das Coisas, com 99 oportunidades em IoT, classificadas entre frio, morno, quente, muito quente e super quente:

 

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