O que o mercado espera da IoT

“A mudança mais substancial na produção de bens desde a Segunda Revolução Industrial”. É assim que o professor da Harvard Business School, Michael Porter, um dos maiores pensadores do mundo dos negócios, vê a Internet das Coisas.

As grandes expectativas seguem se confirmando em pesquisas e nos resultados alcançados pelas soluções já utilizadas pelo mercado. Além do potencial transformador para a indústria, a economia será largamente impactada. Um estudo do McKinsey Global Institute estima que o impacto de IoT na economia global será de 4% a 11% do produto interno bruto do planeta em 2025 (portanto, entre 3,9 e 11,1 trilhões de dólares).

E o que é bastante interessante para nós: até 40% desse potencial deve ser capturado por economias emergentes.

No Brasil, a estimativa é de 50 a 200 bilhões de dólares de impacto econômico anual em 2025. Segundo o estudo IoT Snapshot da consultoria Logicalis, realizado neste ano, nossas empresas já estão amadurecendo a ideia. O Snapshot 2017 buscou retratar o mercado brasileiro em relação à adoção de soluções de Internet das Coisas e, apesar de haver uma certa limitação no entendimento de soluções de IoT enquanto simples automação e otimização de processos, já apresenta avanços em relação à pesquisa de mesmo teor feita no ano passado.

A consultoria entrevistou, nos meses de julho e agosto de 2017, 172 executivos de grande empresas brasileiras, além de três operadoras de telecomunicações e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). A amostra buscou refletir a realidade do mercado em termos de verticais abordadas, e se concentrou nas empresas de maior porte. Confira alguns de seus highlights:

  • 71% das empresas acreditam que IoT atingirá um nível de relevância “alto” ou “muito alto” nos próximos 3 a 5 anos.
  • O principal benefício esperado dos projetos de IoT é o aumento de inteligência e suporte à tomada de decisão, refletindo o amadurecimento do mercado.
  • 68% das empresas investirão mais em IoT em 2017, se comparado a 2016.
  • As principais barreiras apontadas no estudo para a adoção de IoT estão relacionadas à imaturidade da oferta, o que consequentemente dificulta chegar a uma justificativa financeira e uma argumentação sólida capaz de quebrar resistências culturais.

Apesar das barreiras apontadas pelo estudo, o crescente amadurecimento do mercado em relação à Internet das Coisas fica evidente na análise do grau de importância desse tipo de iniciativa para os negócios. “Hoje, 37% dos entrevistados afirmam que IoT é importante ou muito importante para seus negócios – crescimento significativo em relação aos 27% identificados no ano passado”, postula o estudo.

E mais: a importância desse tipo de solução, no médio prazo, alcança a surpreendente marca de “alta” ou “muito alta” para 71% dos respondentes dentro dos próximos três a cinco anos.

Veja como o próprio conceito se amplia em relação ao estudo do ano anterior, na visão dos entrevistados:

Toda essa visada vai de encontro ao o relatório do estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, feito pelo BNDES e pelo MCTI, também em 2017. Além de elencar iniciativas e elementos catalisadores para o desenvolvimento de IoT no país, a pesquisa os mostra dentro de eixos estratégicos do mercado, cujos objetivos podem ser vistos no quadro a seguir:

Cruzando estes dados com os planos das grandes empresas entrevistadas pelo Snapshot 2017 para o próximo ano, vemos que alguns projetos podem pender mais para a mobilidade nas cidades e os recursos e processos da indústria. Quando combinadas à porcentagem considerável de planos concretos para o IoT em 2018, vemos que é possível levar a cabo o Plano de Ação do BNDES. Mas é preciso começar – e investir – já.

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